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Evento do Plamob reúne ciclistas e reforça prioridade da bicicleta no planejamento urbano de Alagoinhas


16 de abril de 2026, 16:05

Alagoinhas deu mais um passo concreto rumo a uma mobilidade urbana mais sustentável e democrática. Na última terça-feira, 14, a Prefeitura realizou uma roda de conversa com ciclistas locais como parte do processo participativo do Plano Municipal de Mobilidade Urbana (Plamob). O encontro, no Colégio Luís Viana, reuniu moradores que usam a bicicleta no cotidiano e mostrou a disposição e conhecimento para contribuir com o planejamento da cidade.

Antes mesmo de o evento começar, um gesto simbólico marcou o tom do que estava por vir. O local original da roda de conversa foi alterado a pedido dos próprios ciclistas, para que ocorresse em um espaço mais adequado às suas necessidades. A Prefeitura ouviu e acatou a solicitação, evidenciando que o processo participativo do Plamob não é apenas protocolo, mas um compromisso real com quem vive e pedala pelas ruas de Alagoinhas.

“Os ciclistas foram uma das categorias que mais participaram e contribuíram para os debates. As discussões giraram em torno de três grandes eixos: educação para o trânsito, infraestrutura para ciclistas e a definição de corredores prioritários de circulação. Quem pedala pela cidade aproveitou o espaço para relatar os conflitos enfrentados no dia a dia, como pontos de vulnerabilidade nas vias, ausência de sinalização adequada, dificuldades de conexão entre bairros e o centro, e para apontar as soluções que enxergam como essenciais”, destaca na assessora técnica Flávia Manoela Lima.

Entre as propostas que ganharam força no encontro, um destaque foi o pedido para que o município implante, aos finais de semana, projetos no modelo de “ruas livres”, que são espaços públicos abertos para famílias desfrutarem do lazer com bicicletas, patinetes, patins e skate, sem o risco do tráfego motorizado.

Para o ciclista Flávio Melo, momentos como a roda de conversa são essenciais para que as demandas reais de quem pedala diariamente sejam ouvidas. “A expectativa agora é que as propostas avancem para além do papel. E que as ações resultem em melhorias concretas e que o processo tenha continuidade, garantindo que os investimentos aconteçam de forma efetiva e em curto prazo”, diz.

Já o ciclista Leidson Sfat Oliveira ressalta o crescimento do ciclismo nos últimos anos e sua relação direta com a necessidade de planejamento urbano mais inclusivo. Ele lembra que eventos tradicionais, como o Marathon Bike, contribuíram para ampliar o número de praticantes, despertando o interesse de diferentes gerações e fortalecendo o esporte no município e impulsionado a adequação da infraestrutura urbana. “A mobilidade cicloviária não exige necessariamente altos custos, mas traz retornos significativos, como a formação de novos atletas, a promoção da saúde e o fortalecimento do turismo local”, observa ele.

Esses debates alimentam diretamente o Plamob, que trata a bicicleta não como um veículo isolado, mas como uma solução estratégica para os desafios de mobilidade da cidade. Fundamentado na Lei Federal nº 12.587/2012, que obriga os municípios a integrarem a bicicleta à rede viária, ao transporte público e ao planejamento urbano, o plano prevê a construção de ciclovias segregadas, ciclo faixas em corredores estratégicos, sinalização específica para ciclistas e bicicletários integrados aos pontos de ônibus e terminais.

A justificativa para colocar a bicicleta como modal prioritário vai além da infraestrutura. O documento reconhece que ampliar seu uso em Alagoinhas pode reduzir congestionamentos, diminuir acidentes e melhorar o fluxo do transporte público, com benefícios para o meio ambiente, a saúde pública, a economia popular e a própria configuração das ruas.

 

 

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