A arte, a fotografia e a memória de Alagoinhas chegou às escolas municipais por meio da Caravana Verger, que, além da exposição instalada na cidade, promove oficinas artísticas e atividades educativas com estudantes da rede municipal de ensino. A iniciativa busca democratizar o acesso à arte e aproximar crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos das imagens históricas produzidas pelo fotógrafo franco-brasileiro Pierre Verger. A exposição reúne 80 fotografias das décadas de 1940 e 1950 e permanece aberta gratuitamente ao público.
As atividades escolares são realizadas em parceria com artistas e educadores locais e dialogam com diferentes linguagens artísticas. Entre as propostas estão “Colagens Cotidianas”, “O movimento do rio: Corpo, Imagem e Som”, “Desenho avesso: estratégias de riscar”, “Pintura, Memória e Natureza” e “O que não contar? Imagem, fotografia e memória”. As oficinas utilizam a obra de Verger como ponto de partida para estimular a criatividade e a reflexão dos estudantes sobre memória, território, cotidiano e cultura.
A programação contempla estudantes de diferentes unidades da rede de ensino. Entre as escolas que participam estão a Escola Municipal Álvaro Muller, a Escola Municipal Comunitária Nova Esperança, a Escola Municipal Uirassu Batista, a Escola Municipal Alagoinhas IV, a Escola Municipal José Honorato, a Escola Municipal Eraldo Tinoco, a Escola Municipal Menino Jesus, a Escola Municipal Maria Feijó e a Escola Municipal Marco Maciel. As visitas e atividades estão distribuídas ao longo do mês, permitindo que as turmas tenham contato com a exposição e com as experiências conduzidas pelos agentes culturais locais.
Uma aula diferente
A experiência de conhecer a exposição também tem despertado a curiosidade de estudantes e visitantes. Durante a visita guiada na Caravana, a estudante Analita Ferreira, de 72 anos, que voltou a estudar na Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Municipal Miguel Velho, visitou a exposição e aprovou a experiência.
“Está linda, maravilhosa. Eu achei muito bom ter esse passeio diferente na escola, porque a gente conhece outras coisas”, contou Analita, que também destacou ter gostado dos registros relacionados à capoeira e ao carnaval. Para ela, estar novamente em uma sala de aula também representa uma oportunidade de continuar aprendendo e ampliar suas possibilidades. Analita contou que interrompeu os estudos ainda na infância e retornou à escola anos depois, acompanhando o filho. “A visita à Caravana Verger acabou se tornando mais uma experiência de aprendizado e contato com a história e a cultura”, enfatizou.
Com a iniciativa, a Caravana Verger transforma a exposição em um espaço de aprendizagem que ultrapassa as fotografias e estimula os estudantes a olhar para a própria cidade, suas histórias e manifestações culturais. A proposta reforça ainda o papel da escola como espaço de acesso à cultura e de valorização da produção artística local.
Analita Ferreira dos Santos, estudante da EJA






