MÃES QUE MOVEM O SAAE: Uma homenagem | PREFEITURA DE ALAGOINHAS

MÃES QUE MOVEM O SAAE: Uma homenagem


10 de maio de 2020, 14:24

Na Grécia antiga, o início da primavera era celebrado em honra da Mãe dos Deuses, Rhea. Esta comemoração mitológica é uma das mais antigas que se tem notícias em relação ao Dia das Mães.

Na sua forma atual, o marco do dia data de 1914, após a resolução Joint Resolution Designating the Second Sunday in May as Mother’s Day, aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos da América, estabelecendo o segundo domingo de maio para o dia.

No entanto, tudo começa ainda na primeira década do século XX, quando Anna Maria Jarvis homenageia sua mãe, Anna Jarvis, ativista social criadora do Mother’s Day Work Clubs, instituição focada na melhoria das condições sanitárias de cidades do estado norte-americano da Virgínia Ocidental.

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Assim, ano após ano, espalhada pelo mundo, a tradição se consolidou como um dos principais dias festivos do calendário, momento de demonstração de afeto e agradecimento de cada filho por aquela responsável por sua vinda ao mundo.

Em 2020, diante de uma das maiores crises epidemiológicas da História, certamente a maior do século XXI, o Dia das Mães vai ser diferente para muitas pessoas. Nem todos poderão abraçar, beijar e olhar nos olhos de sua genitora, mas essa falta será a maior prova de amor que ela poderá receber, uma forma de cuidado com aquela que jamais mediu esforços para proteger um filho da enfermidade e da dor e preservar sua saúde e assegurar sua felicidade.

Mas é sabido que, no fundo, uma mãe nunca se ausenta, mesmo que não seja possível o contato físico, sempre presente na memória afetiva de cada ser vivo que um dia foi carregado nos braços, colocado no colo e levado pelas mãos.

Neste domingo (10), quem tiver a possibilidade de digitar e ler uma mensagem de texto, gravar e ouvir um áudio, fazer uma chamada telefônica ou uma videochamada, certamente se sentirá, apesar de tudo, agradecido pelo privilégio.

 

Como forma de homenagem a todas as mães de Alagoinhas, o SAAE perfila quatro mães das tantas que movem a autarquia com profissionalismo, garra, empenho e encanto.

 

Quando ingressou no SAAE como auxiliar de operação, há dezesseis anos, Edivania Lins ainda não era mãe. Hoje, atuando no laboratório, localizado na Estação de Tratamento Engenheiro Francisco Távora (Captação Sobocó), responsável por cerca de 60% do abastecimento da cidade, Edivania trabalha na preparação de substâncias e análise de água e desinfecção dos instrumentos.

Seu trabalho cotidiano é garantir que, no final, a água chegue às casas com a devida qualidade, obedecendo rigorosos padrões de potabilidade. Além da responsabilidade diária que sua função exige, há cinco anos Edivania assumiu uma ainda maior, com o nascimento de Eloá. Trabalhar fora o dia todo e ser mãe já exige, em tempos de normalidade, arranjos práticos nada fáceis; em período de pandemia então, as dificuldades se acentuam.

Com as aulas temporariamente suspensas como medida de prevenção ao novo coronavírus, Edivania precisa contar com a ajuda de familiares para cuidar de Eloá enquanto ela sai de casa e vai à luta todas as manhãs. “É bem complicado sair para o trabalho tendo uma filha de cinco ano, porque além da preocupação da pandemia, preciso me virar nos trinta nesse período em que ela não está na escola, mas entendo a importância de estar aqui para garantir a prestação do serviço à população”, revela.

 

Aos nove anos de idade, Enzo pergunta a mãe por que ela tem de ir trabalhar, já que ele não está indo para a escola. Apesar do risco, Daiana Celly continua pelas ruas da cidade, farda azul e prancheta na mão, como tem feito há quase onze anos. Seu trabalho está na lista dos essenciais, ela não pode parar.

Agora, usando máscara, deixando Enzo e Lis, de três anos, em casa, sai para executar as rotas de leitura e fiscalização, passando primeiro na sede da autarquia para receber a demanda do dia na Coordenação de Hidrometria. Única mulher leiturista do SAAE, ainda lembra dos quatro meses de estudo intenso para o concurso, bem como os anos difíceis de desemprego anteriores à sua aprovação.

“Eu costumo dizer que minha vida começou depois do SAAE, um divisor de águas”, conta, destacando que se programou para ser mãe quando já estivesse ali, onde se sente realizada desempenhando sua função, a ponto de já ter sido convocada por outro concurso, na área administrativa, preferindo seguir trabalhando na rua pela autarquia.

“Meus filhos são grupo de risco. Quando saio peço muita proteção a Deus, pra voltar pra casa com saúde”, afirma Daiana. No retorno ao lar, Enzo a espera, pronto para cuidar da mãe, lembrar de todo processo de higienização. Na manhã seguinte, garantindo que ela esteja protegida, ainda que continue sem entender muito bem a lógica de ele poder ficar em casa e a mãe não, estará a postos para lembrá-la de colocar a máscara antes de sair — por ele, pela pequena irmã e por todo morador de Alagoinhas.

 

Há doze anos no SAAE, adentrando diariamente as dependências da sede da autarquia, hoje Márcia Barreto continua percorrendo o caminho da labuta. Mãe de dois filhos, Milena, 9, Lucas, 5, Márcia acaba de encerrar um ciclo de três anos como coordenadora do setor de Recursos Humanos, onde lidava com folha de pagamento, admissão e requerimento de funcionários e controle de frequência.

Agora, assumindo a Diretoria Administrativa e Financeira, a servidora encara mas um desafio em sua carreira dentro do SAAE. “Eu fico apreensiva em sair de casa, mas é preciso batalhar, afinal nós trabalhamos com um serviço essencial para a população de Alagoinhas, precisamos fazer nosso papel nesse momento”, diz.

Neste atípico Dia das Mães, a mãe de Milena e Lucas deseja a todos um ano de mais união, afinal “família é tudo”.

 

Sob a copa de uma árvore na Captação Sobocó, Roberta Muller fica com a voz embargada e os olhos marejados. Mãe de duas mulheres de vinte e sete e vinte e cinco anos, Roberta se emociona quando fala no Dia das Mães.

Há onze anos, ela presta serviço ao SAAE através de empresas terceirizadas. Como servente prático, desempenha funções que, a rigor, são os homens que fazem. Mas com ela não tem essa de trabalho de homem e trabalho de mulher. Pega no pesado, prepara cimento, faz mureta, carrega paralelepípedos. É a única mulher da equipe, adora o que faz. “Uma mulher trabalha com o que quiser”, deixa claro.

“Saio de casa pensando muito em minhas filhas. Elas sempre falam pra eu me proteger, tomar muito cuidado. Pegam no meu pé”, diz, sorrindo. O presente mais desejado, um beijo e um abraço, ela sabe que terá que esperar um pouco para receber, mas não tem problema: “Vamos estar separadas, mas elas sempre estão em meu pensamento”.

 

 

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